Não cometa erros na entrevista de emprego
Este é, sem dúvidas, o estágio crucial em
um processo de seleção. É neste momento que o profissional tem a
liberdade de expor de maneira particular suas competências, experiências
e as formas de pensar e agir. Porém, nesta parte tão importante do
processo de recrutamento, muitas pessoas cometem falhas inconcebíveis
pelos recrutadores e que podem comprometer o seu desempenho.
O
primeiro passo é ir vestido adequadamente. Errar na vestimenta é uma
grande gafe, então recomenda-se o uso de roupas discretas. Para os
homens, ternos escuros e barba bem feita; para as mulheres, “terninhos”
em cores como preto e azul marinho, evitar maquiagens excessivas e
decotes. O profissional deve chamar atenção exclusivamente pelo conteúdo
apresentado na entrevista. Apesar de certos tipos de vestimenta serem
mais toleráveis em algumas empresas e setores do que outros, cabe, no
dia, se vestir de maneira mais apresentável. “Independente do ramo de
atuação da organização, raramente o entrevistador vê com bons olhos quem
chega mais despojado para o processo de seleção”, relata Cíntia
Bortotto, consultora da Consultoria de RH. Na dúvida, ela afirma que é
mais indicado que o profissional mantenha um traje um pouco mais
conservador, do que arrisque por um mais liberal.
Durante as entrevistas também é indicado que o candidato use o
palavreado de maneira adequada. Evitar gírias e não utilizar palavras de
baixo calão é primordial. O profissional deve saber que está se
apresentando e conhecendo o recrutador naquele momento e que será
avaliado o tempo todo. O tom de voz é também uma gafe que pode ser
evitada. Falar baixo demais denota falta de energia e insegurança, e se
expressar com a voz em tom muito alto remete à agressividade. “Usar um
tom de voz firme é o mais recomendado. Isso passará segurança e
confiança ao selecionador”, indica Cíntia.
O processo de uma entrevista é configurado para que o profissional
seja avaliado. O nervosismo neste momento é natural e permitido, pois os
entrevistadores sabem que os candidatos estão sob pressão. De acordo
com a Professora Mariangela Maglioni, da Veris Faculdades, os erros mais
recorrentes tem relação com a falta de atenção do candidato: “ele se
perde com algum detalhe de ambiente ou com o grande vilão, o aparelho
celular. Por conta do nervosismo, a pessoa demora a achar o aparelho
quando toca, perde o foco e o ritmo da entrevista”.
Ter conhecimento sobre a empresa na qual está se candidatando também é
um ponto fundamental para o profissional obter sucesso na seleção.
Pesquisar sobre o negócio da empresa, entrar no site, ler materiais e
assuntos relacionados à atuação da organização, contam pontos para o
candidato. “Um fator que considero extremamente prejudicial é quando,
claramente, a pessoa não sabe nada sobre a empresa. Isso demonstra um
baixo nível de interesse”, aponta Cíntia Bortotto. Professora Mariangela
reforça e diz que é importante para o candidato saber a razão de estar
na entrevista, qual a contribuição que vai oferecer para aquela vaga e,
caso não possua esta visão e objetividade, se transforma em um ponto
negativo em todo o processo.
Intolerância
Algumas gafes e falhas são consideradas eliminatórias, segundo
especialistas. Mentir no currículo é uma delas, pois o selecionador
saberá identificar, no ato da entrevista, as informações que são
verídicas ou não. Na maioria dos processos atuais as respostas são
avaliadas com base nas competências do profissional e isto faz com que
sejam identificados comportamentos do passado que prevejam atitudes
futuras. “Como, atualmente, as características mais valorizadas pelas
empresas são baseadas no comportamento dos colaboradores, a entrevista
presencial é o momento em que muitas destes pontos podem ser
identificados”, explica Mariangela.
Falar mal das empresas pelas quais passou pesa negativamente para o
candidato. O recomendável é estudar e alinhar bem o discurso no ato de
explicar a saída das companhias. “A forma como expressa os motivos de
desligamento pode demonstrar maturidade, e explicar de forma verdadeira e
imparcial é algo valorizado pelos entrevistadores”, diz a consultora de
RH.
O exagero também pode ser um erro fatal. O excesso de demonstração de
pró-atividade e de competências é prejudicial, pois, muitas vezes,
estes profissionais pretendem assumir postos que estão aquém de sua
trajetória na carreira.
Fonte: Catho – Carreira e Sucesso, por Caio Lauer
Nenhum comentário:
Postar um comentário