Profissionais quase invisíveis aos olhos da Sociedade
Todos nós, em maior ou menor intensidade, desejamos ser reconhecidos e admirados pela sociedade, notadamente pelos familiares, amigos e colegas de trabalho. Às vezes, passamos toda a nossa vida buscando esse reconhecimento e ele não acontece ou, quando muito, após a morte, a exemplo de profissionais que foram injustiçados quando em vida e homenageados na posteridade.O grau de importância de uma profissão vem sofrendo transformações ao longo dos anos. Para os que não sabem, muitos atores, jogadores de futebol, cantores, compositores famosos já sofreram e continuam enfrentando inúmeros preconceitos.
Professores, médicos, advogados, engenheiros e outros profissionais já tiveram os seus momentos áureos. Nós, educadores, já tivemos momentos grandiosos em que os alunos, pais e a sociedade como um todo dispensavam respeito e atenção. É claro que ainda temos reconhecimento e carinho por parte de alguns poucos. Tomara que um dia melhore e que os professores não sejam tão agredidos, verbal e corporalmente pelos seus alunos, como no atual momento.
Resolvemos abordar este tema em função de uma pesquisa do DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, onde foram ouvidos 1.851 coletores de lixo, varredores, auxiliares de limpeza e jardineiros.

Segundo a pesquisa, esses profissionais sofrem preconceitos de toda natureza, além de terem o “rótulo” de analfabetos ou semi-alfabetizados. No dia a dia podemos comprovar o quanto são discriminados. Com raras exceções, as pessoas passam por um gari limpando a rua e não o cumprimenta. Não sabem o seu nome e o que é pior, fingem que não enxergam a pessoa.
No mundo corporativo, quando muito, as pessoas que fazem a limpeza do local recebem um frio bom dia ou boa tarde. Se estão no elevador ou no refeitório, raramente tem a companhia de outros funcionários da sua Empresa.
No mês de dezembro eu estava de férias, na minha querida Brumado (BA) e tive a triste notícia de que um grande amigo havia falecido num trágico acidente de automóvel. Na sua etapa final, quando do enterro do corpo, concentrei parte da minha atenção em três profissionais que estavam preparando para colocar a laje sobre o caixão. Embora já tivesse percebido a importância daqueles profissionais, diante de um momento de dor, em que ficamos mais sensíveis, fiquei ainda mais consciente da grandeza das suas atividades. Eles que para muitos, são também “profissionais invisíveis”, exceto quando necessitamos dos seus préstimos.
Um deles é amigo do meu pai há mais de 40 anos e eu tive a oportunidade de conversar com ele após o trabalho realizado. Apertei a sua mão e agradeci pelos serviços prestados. Ele, de maneira simples, afirmou: “Todos nós temos uma missão a cumprir durante a vida e esta foi a que escolhi ou fui escolhido.”
Ao relatar os fatos acima, num Blog de Empregos, desejamos alertá-lo, principalmente se você for jovem e estiver ingressando no mercado de trabalho, para que esteja preparado para enfrentar com coragem e determinação os vários tipos de preconceitos. Eles continuarão existindo.
Embora muitos não queiram admitir, todos nós temos vários tipos de preconceitos. Cabe a nós, ao percebermos um momento de preconceito, evitar que ele se manifeste. Acreditamos que somente a humildade e a empatia (colocar-se no lugar do outro) serão capazes de nos fazer crescer moral e espiritualmente.
Vamos ficar mais atentos ao trabalho desses profissionais indispensáveis. Sempre que possível, devemos agradecer pelo seu trabalho, dar um entusiasmado bom dia, boa tarde ou boa noite, além de lembrar os seus nomes. Será benéfico para todos.
Fonte:http://www.ibahia.com/a/blogs/empregos/
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